Coisas abstractas

Penso repetidamente naquilo que já foi e naquilo que algum dia será. Teimo em debater este assunto comigo mesma, com ideias pouco fixas, sempre a mudarem de forma.
Se calhar há demasiadas coisas abstractas. Ou então não; eu é que cismo em vê-las de uma outra perspectiva, tirando a cada singela coisa o seu real significado. Cismo em ver tudo quantas perspectivas puder, cismo em criar e recriar tudo a partir de tudo. Posso tentar de novo, tentar mais uma ou duas vezes, mas acaba por a meta ser sempre a mesma: nada.
A mente enche-se de coisas superficiais não deitando qualquer sentido àquilo que a faz realmente trabalhar. Digo centenas de vezes que o meu espírito está no seu perfeito temperamento, que é só mais um dia e que nenhuma onda gigante deu à costa e me transtornou. Talvez seja mesmo por isso. Os dias amanhecem e escurecem da mesma forma, a monotonia instala-se e o desejo de viver algo diferente cresce à medida que o tempo passa.
Mas tudo acaba por ser pequenas coisas abstractas. E o problema é que é sempre tudo, quando nunca é nada.

Comentários

Joana disse…
apaixonei-me pelas duas ultimas frases angela!
AnaMoreira disse…
«Posso tentar de novo, tentar mais uma ou duas vezes, mas acaba por a meta ser sempre a mesma: nada.»

Não guardo rancor, guardo mágoa. Não sei se quero que passem pelo mesmo, para saber o quanto dói, se quero que tenham uma big happy life. Se eu fosse boa pessoa, quereria que tivessem um biga happy life. Mas não devo ser.
Não sei que atitude ter, não sei que posição ou que rumo tomar, mas sei que quando tomar uma decisão, vou ficar de consciência pesada, mesmo ela sendo a mais acertada.
I fix things. That's what I do. I'm fixer. And the others just stand there to watch. That's not fair.
E será que se encarregam mesmo ? Ou só para alguns ? Nao sei se acredito nisso.

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