Outro rumo

Um dia pego no meu iPod e na minha bicicleta e vou andar por aí. Meto-me por caminhos sem destino, caminhos que entram noutros e estes que vão dar a mais uns quantos.
Vou até a um enorme parque, até à beira-mar, até ruelas sem nome ou até à grande cidade. Mas vou. Vou e só volto quando as centenas de músicas que há para ouvir passarem à segunda volta.
Vou e assim pode ser que as ideias voltem aos seus devidos lugares, pode ser que fique mais leve e que deixe de carregar fardos alheios. Talvez assim faça contas à vida antes que ela faça contas a mim mesma e tome um rumo diferente como há muito devia ter tomado.
Por vezes precisamos disto mesmo: um novo rumo. Somos seres cómodos mas não gostamos da comodidade em demasia, preferimos o simples mas o complicado liberta em nós um enigmático mistério, somos adeptos das tradições mas cada vez menos as seguimos.
E quanto a isto eu estou cansada. Não quero tradições, não quero o simples, não quero comodidades. É por isto que preciso de esvaziar as gavetas da vida e sair do trilho no qual me encontro. Talvez entre num que nunca tenha pensado percorrer, num que achasse impossível alcançar.
Mas primeiro tenho que arranjar a minha bicicleta e carregar o meu iPod.



Comentários

Desidéria disse…
Quando voltares dessa viagem, partilha ;)*

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